Fundada em 2002, por Cristina Barros, Engenheira Química, Gonçalo Martins, Engenheiro Informático e Maria José Faustino, Engenheira de Gestão Industrial, a SINMETRO foi criada com o intuito de apresentar ao mercado o software ACCEPT.
Como surgiu o ACCEPT e quais os principais desafios?
Como explica Cristina Barros, CEO da SINMETRO, “o ACCEPT surgiu do estreito contacto com a indústria e da identificação da oportunidade de se desenvolver uma aplicação de aquisição e tratamento de dados, em tempo real, para ajudar as empresas embaladoras a controlar a quantidade pré-embalada e assim demonstrarem o cumprimento dos respetivos requisitos legais”.
Numa altura em que os conceitos da indústria 4.0 e da smart factory ainda não eram tema, para Gonçalo Martins “o ACCEPT surgiu para resolver as mesmas questões: ligar equipamentos a sistemas, agilizar processos e tornar o controlo da qualidade nas fábricas mais eficiente. Começou por resolver uma questão bastante específica – como garantir a quantidade correta num pré-embalado – e a partir desse conhecimento da realidade das indústrias cresceu para outros âmbitos”.
Ao longo dos últimos 17 anos, têm sido vários os desafios. Gonçalo Martins refere que “em 2019, os principais desafios de implementação do ACCEPT, tal como em 2002, estão mais relacionados com as pessoas do que com a tecnologia.
Para uma empresa poder “abraçar” o mundo ACCEPT, tem de já ter algum nível de maturidade organizacional e de processos para poder dar um salto com a sua digitalização e otimização. Felizmente, com as exigências crescentes dos diferentes mercados, essa situação é uma realidade cada vez mais presente nas indústrias atuais”.
Momentos marcantes na caminhada ACCEPT
Cristina Barros identifica a instalação do sistema ACCEPT nas fábricas da COMPAL, em Almeirim, da Lactogal, na Tocha, e da Novadelta, em Campo Maior, como momentos marcantes na caminhada ACCEPT.
Gonçalo Martins refere que, “a instalação do ACCEPT nas 9 fábricas do grupo Lactogal – 4 delas em Espanha – foi a confirmação que o nosso produto era uma mais valia para a indústria e que tinha capacidade de resposta para às necessidades diárias de uma empresa desta dimensão.”
Actualmente o sistema ACCEPT encontra-se instalado em mais de 60 unidades industriais em Portugal, Espanha e Angola em áreas tão diferentes como Alimentar, Química, Automóvel e Moldes & Plásticos.
ACCEPT – Ponte para o futuro e impacto na indústria
Quando há 17 anos foi apresentado o produto ao mercado, muitas empresas referiam que não era uma necessidade sentida. Nesse momento, os registos eram efetuados em papel e analisados, recorrendo ao Excel.
“Hoje não querem nem o papel, nem gerir dados dispersos em folhas de excel. Querem centralizar informação, adquirir dados diretamente das linhas de produção e efetuar uma análise estatística e de verificação de cumprimentos legais em tempo real”, explica Cristina Barros.
Como defende Gonçalo Martins, “o ACCEPT quer ser uma referência no controlo da qualidade em todas as fases do processo produtivo. Termos da atualidade,como Big Data, IoT, Machine Learning e Cloud, fazem já parte do dia a dia ACCEPT e prevêem-se bastantes novidades nos próximos 2 anos.”
