Na indústria de plásticos, a eficiência produtiva é essencial para manter a competitividade. O Overall Equipment Effectiveness (OEE) mede disponibilidade, desempenho e qualidade, permitindo avaliar e otimizar processos produtivos. Neste artigo, exploramos a importância do OEE na indústria de plásticos, os principais fatores que o influenciam e o impacto da utilização de software na sua monitorização. Além disso, analisamos como um OEE elevado se traduz em maior produtividade, menos desperdício e numa indústria mais competitiva.
Conteúdos abordados
Contextualização
Num ambiente industrial como o da transformação de plásticos, manter-se competitivo exige um compromisso contínuo com a eficiência. Para isso, o aumento da produtividade torna-se imprescindível. A criação de indicadores operacionais de desempenho (KPIs) é essencial para medir, monitorizar e analisar processos produtivos. Entre eles, o indicador Overall Equipment Effectiveness (OEE) destaca-se como uma métrica fundamental para avaliar a eficácia operacional de um equipamento ou processo produtivo.
Este indicador quantifica parâmetros de Disponibilidade, Desempenho e Qualidade, possibilitando uma análise precisa do potencial produtivo. Além de identificar e monitorizar perdas e desperdícios, também revela oportunidades estratégicas para aumentar a produtividade.
O OEE oferece uma visão clara e objetiva da eficiência produtiva, facilitando a identificação de bloqueios e a implementação de melhorias. Como resultado, as empresas alcançam maior competitividade, reduzem custos e elevam a qualidade dos seus produtos.
O que é e como é medido o OEE?
O conceito de OEE fornece às empresas um ponto de referência claro para avaliar a produtividade e otimizar os processos de produção industrial. Esta métrica essencial permite medir e melhorar a eficiência operacional, sendo indispensável para uma gestão eficiente, especialmente na indústria de plásticos. A sua aplicação facilita a identificação e correção de ineficiências, impulsiona a produtividade, reduz custos e contribui para a melhoria da qualidade dos produtos.
A utilização do OEE como indicador para medir a produtividade baseia-se no cálculo obtido pela medição de três índices de acordo com a seguinte fórmula:

A disponibilidade do equipamento é calculada utilizando a razão entre o tempo de operação e o tempo de produção planeado. Este indicador é influenciado, essencialmente, por falhas nos equipamentos e por paragens de produção destinadas a setups, set outs, ajustes e afinações.
O desempenho está relacionado com a velocidade de operação dos equipamentos e é calculada pela razão entre a quantidade produzida e a produção planeada.
A qualidade refere-se à relação entre a quantidade de peças produzidas em conformidade com a especificação de qualidade pelo total de peças produzidas. Este indicador é afetado pela produção de peças com defeito, rejeições e refugos de produção.
De uma forma geral, valores de OEE inferiores a 50% são considerados inaceitáveis, valores entre 50% e 69% são regulares, entre 70% e 84% são bons e acima de 85% são excelentes e por essa razão, considerados ideais.
A utilização de software para o cálculo do OEE na Indústria de Plásticos
A utilização de software para monitorização do OEE, é essencial para maximizar a eficiência e a competitividade de qualquer processo produtivo, especialmente numa indústria tão exigente e competitiva como a transformação de plásticos.
Com um software adequado ao processo produtivo, é possível rastrear, analisar e otimizar os três parâmetros que compõem o cálculo do OEE, permitindo uma gestão precisa e orientada para a melhoria contínua. Para uma boa implementação deste indicador, deve, no entanto, adaptá-lo à realidade específica da sua empresa.
A utilização de um software, como o ACCEPT OEE na indústria de plásticos, oferece funcionalidades essenciais para otimizar o controlo de produção, garantindo maior eficiência e visibilidade dos processos. Entre os principais benefícios, destacam-se:
- Automatização da recolha de dados e monitorização de equipamentos e processos produtivos em tempo real;
- Alertas automáticos de falhas ou quebras de produção de forma a reduzir o tempo de inatividade;
- Criação de dashboards e relatórios personalizados adaptados às necessidades específicas da indústria e que sejam representativos do processo, permitindo a visualização de dados remotamente;
- Analisar as tendências de perda de produção em comparação com os dados de processo, permitindo uma identificação mais rápida e eficiente das causas raiz de incidentes recorrentes durante a produção.
- Possibilita a tomada de decisões proativa diretamente no chão de fábrica.
Fatores que influenciam o OEE na Indústria de Plásticos
Vários fatores impactam os índices utilizados no cálculo do OEE na indústria de plásticos. A seguir, destacamos os elementos críticos que afetam a disponibilidade, o desempenho e a qualidade neste setor.
Principais fatores que impactam a disponibilidade
- Manutenção (não planeada) de equipamentos como falhas mecânicas, quer no equipamento principal quer em equipamentos secundários como garras, equipamentos de corte, robots de montagem auxiliares e equipamentos utilizados para a inspeção de peças plásticas.
- Trocas de moldes, muitas vezes com tempos elevados de setup ou set out, devido ao facto de se tratar de processos essencialmente manuais e à dificuldade no ajuste de parâmetros de produção.
- Paragens de produção não planeadas causadas por fatores externos aos próprios equipamentos, como a escassez de matérias-primas e componentes essenciais ou falhas em sistemas auxiliares, como refrigeração ou alimentação dos equipamentos.
- Planeamento de produção inadequado e desalinhado com as reais necessidades da fábrica podem resultar em problemas como trocas sucessivas de moldes, aumentando significativamente os tempos de paragem. Além disso, a falta de mão de obra qualificada para operar equipamentos específicos, que exigem conhecimento especializado, agrava ainda mais a ineficiência, comprometendo a produtividade e a fluidez do processo.
- A falta de capacidade de resposta que existe para serem diagnosticadas e corrigidas as falhas traduz-se numa diminuição da disponibilidade dos equipamentos.
Elementos que afetam o desempenho dos equipamentos
- Parâmetros de produção, como pressão, velocidade de injeção e tempo de arrefecimento que não se encontram devidamente ajustados, resultando em ciclos de produção inadequados para a fabricação de peças conformes às especificações.
- Moldes em condições inadequadas para a produção, seja devido a danos, erros de dimensionamento ou falhas de projeto, que influenciam o aumento do tempo de ciclo de produção da peça.
- Equipamentos com elevado desgaste e falta de manutenção, tanto os principais como os secundários, incluindo os próprios moldes, fazendo com que operem abaixo do desempenho nominal.
- A geometria complexa de algumas peças assim como a utilização de alguns tipos de matérias-primas podem tornar o processo mais lento.
- A falta de mão de obra especializada é também, neste caso, crucial para que o desempenho dos equipamentos seja inferior ao expectável.
Variáveis que influenciam a qualidade das peças produzidas
- A matéria-prima utilizada para a produção de peças plásticas poderá não ter a qualidade expectável, podendo provir de um lote contaminado e cuja deteção só seja realizada numa fase posterior à da produção das primeiras peças plásticas.
- A utilização de parâmetros de processo inadequados, como temperatura, pressão e arrefecimento, compromete a qualidade da peça produzida, resultando em defeitos que não são aceites e que elevam a rejeição da produção.
- O desgaste de moldes e equipamentos auxiliares faz com que existam defeitos nas peças plásticas.
- O controlo da qualidade pode ser ineficiente, levando à falha na deteção de defeitos e resultando em reinspecções ou retrabalho desnecessário.
- Mudanças frequentes de materiais ou de cores, sem uma limpeza adequada dos equipamentos, podem causar defeitos por contaminação nas peças plásticas.
Vantagens de obter um valor elevado de OEE na Indústria de Plásticos

A utilização de um software que possibilite a monitorização contínua das peças produzidas e a otimização dos equipamentos e processos é crucial na indústria de plásticos. Os benefícios associados são fundamentais para garantir a eficiência e a competitividade do setor produtivo. As principais vantagens de alcançar um OEE elevado na indústria de plásticos incluem:
- Aumento de eficiência produtiva, com uma perceção clara do tempo de produção versus tempo de paragem, possibilitando uma maior previsibilidade e controlo dos processos produtivos.
- Redução de custos de produção e de desperdício, quer de materiais, quer de horas de máquina.
- Otimização do tempo de ciclo.
- Maior competitividade da empresa, posicionando-a favoravelmente no mercado.
OEE na Indústria de Plásticos: o que retirar deste artigo?
O cálculo do OEE na Indústria de Plásticos é essencial para qualquer empresa que aspire excelência e competitividade num mercado altamente exigente. Esta métrica fornece uma visão clara e objetiva da eficiência produtiva, permitindo identificar gargalos, eliminar desperdícios e otimizar os processos industriais.
Ao monitorizar regularmente o OEE, as empresas podem aumentar a produtividade, reduzir custos operacionais, minimizar rejeições e assegurar um padrão elevado de qualidade nos produtos entregues aos clientes. Mais do que um indicador de desempenho, o OEE é uma ferramenta estratégica que orienta decisões informadas, impulsiona a cultura de melhoria contínua e fortalece iniciativas alinhadas com a Indústria 4.0 e a sustentabilidade.
A implementação de softwares especializados torna a monitorização e análise do OEE simples e eficaz, permitindo às empresas maximizar o uso de recursos, garantir a consistência operacional e entregar produtos com a qualidade esperada. Dessa forma, OEE na Indústria de Plásticos não só otimiza o desempenho interno, como fortalece a competitividade das empresas no mercado global.
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Marina Santos
Licenciada em Medicina Nuclear e Engenharia Automóvel, desenvolveu a sua carreira na indústria dos moldes e plásticos, colaborando com empresas como a Sitecna e o MD Group. Com vasta experiência no setor, decidiu direcionar a sua carreira para a Gestão de Projetos, função que desempenhou na Sinmetro.
